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Produtos feitos de falso plástico biodegradável são vendidos em supermercados do país

Uma investigação feita por Pesquisadores do Instituto do Mar revelou que produtos comercializados como plásticos biodegradáveis em 40 supermercados do Brasil, incluindo sacolas, copos, pratos, talheres e utensílios de cozinha, eram, em média, 125% mais caros do que seus equivalentes feitos de plásticos convencionais. Surpreendentemente, nenhum desses produtos, mesmo os de grandes marcas, atendia aos requisitos mínimos para ser considerado verdadeiramente biodegradável.


O estudo, liderado pela doutoranda Beatriz Barbosa Moreno, bolsista da FAPESP sob a orientação de Castro, foi publicado na revista Sustainable Production and Consumption. Castro destaca que, para ser considerado biodegradável, um produto deve converter-se em água, gás carbônico, metano e biomassa em um intervalo de tempo relativamente curto. Nenhum dos 49 itens investigados atendeu a esse requisito. Mais de 90% deles eram feitos com materiais oxodegradáveis, que, apesar do nome, não se degradam em condições ambientais normais. Esses polímeros de origem fóssil aditivados com sais metálicos fragmentam-se, mas os fragmentos podem persistir na natureza por décadas, contribuindo para a formação de microplásticos.



Imagem: Canva

“Os plásticos oxodegradáveis já foram proibidos em vários locais do mundo, incluindo a União Europeia. Na maioria dos casos, as proibições ocorreram pela falta de evidências de biodegradabilidade em ambientes reais, associada ao risco de formação de microplásticos”, informa Castro.


Regulação


Atualmente, a venda desses produtos no Brasil não constitui crime, uma vez que os plásticos oxodegradáveis ainda não foram proibidos no país. No entanto, além da denominação enganosa, os consumidores são ludibriados por alegações falsas de empresas sobre a aprovação de seus produtos por normas técnicas e testes de biodegradabilidade, como ASTM D6954-4 ou SPCR 141.


Além disso, o Castro afirma que a comercialização de um produto que não entrega o prometido, do ponto de vista ambiental, pode ser enquadrada como prática de greenwashing, termo em inglês que indica falsas alegações ambientais em produtos comerciais.


O pesquisador destaca a importância da implementação de ações de Estado, como o projeto de lei 2524/2022, que visa proibir o uso de aditivos oxodegradantes em resinas termoplásticas, bem como a fabricação, importação e comercialização de produtos feitos de plásticos oxodegradáveis. A aprovação desse projeto, segundo Castro, poderá contribuir para a transição do Brasil rumo a uma economia circular do plástico, uma necessidade urgente.


O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) afirmou em nota que apoia o PL 2524/22. No entanto, o órgão sugere algumas alterações. “O ministério é favorável à proibição de aditivos oxidegradantes/pró-oxidantes, baseando-se em estudos que comprovam a geração de microplásticos na fragmentação de plásticos com tais aditivos – o que causa dano ambiental, particularmente para ambientes marítimos”, aponta.


Por outro lado, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) expressou, em comunicado, seu apoio à proibição do uso do aditivo oxidegradável em produtos plásticos. No entanto, a entidade manifestou discordância em relação ao PL 2524/2022, argumentando que, em sua visão, o projeto "confunde economia circular com banimento de produtos plásticos, direcionando o foco da lei exclusivamente para um único material". A nota também salienta que "a economia circular implica uma transformação sistêmica, demandando uma abordagem macro que envolva todos os setores da indústria". Paralelamente, a Abiplast destaca o PL 1874/2022, que estabelece a Política Nacional de Economia Circular, como uma proposta importante, contemplando aspectos cruciais como a gestão estratégica dos recursos, a promoção de novos modelos de negócio, investimentos em pesquisa e inovação, e o apoio à transição para tecnologias de baixo carbono, mediante a criação de condições atrativas para investimentos públicos e privados, entre outros elementos.


“A Abiplast acredita no debate sério e preciso, com informações científicas, para que se possa promover um diálogo propositivo sobre a correta utilização do plástico e todos os benefícios que o material trouxe e traz para a sociedade. O setor plástico tem sido protagonista em ações para promover a economia circular do material, investindo em tecnologia, sustentabilidade e inovação”, afirmou a entidade.


Sustentabilidade


A Pampack reconhece a importância de oferecer sacolas biodegradáveis, cujas embalagens receberam oficialmente a certificação de biodegradabilidade do Instituto Internacional da Circularidade e Biodegradabilidade das Embalagens (InBioPack). O laudo, emitido em 24 de agosto, destaca a eficácia e responsabilidade ambiental das embalagens Pampack, produzidas com a tecnologia d2w™.


O InBioPack realizou uma análise minuciosa, confirmando que as embalagens estão em conformidade com os padrões internacionais mais rigorosos. O d2w™, certificado por entidades renomadas, garante que as embalagens sejam biodegradáveis, não gerem microplásticos persistentes e sejam recicláveis, desde que a degradação não tenha iniciado. O resultado final da biodegradação inclui água, biomassa e CO2, sem resíduos nocivos.


A tecnologia d2w™ acelera o processo de biodegradação em contato com ar, bactérias e fungos, desempenhando um papel crucial no ciclo de vida das embalagens Pampack. O compromisso do InBioPack com a sustentabilidade, certificando tecnologias que atendem a critérios rigorosos, é um passo significativo rumo a um futuro mais sustentável.


Com o uso da tecnologia d2w™, a Pampack reforça seu compromisso com embalagens que consideram não apenas o presente, mas também as gerações futuras e o meio ambiente. Para nós, a sustentabilidade é um tema central, indo além da biodegradabilidade, com embalagens projetadas para serem recicláveis e reutilizáveis, contribuindo para uma economia circular que valoriza os recursos e minimiza o desperdício.



Fonte: Assessoria Pampack Embalagens com informações de José Tadeu Arantes | Agência FAPESP

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