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Stella McCartney lança casaco feito com plástico reciclado biologicamente



Imagem: Fast Company

Stella McCartney apresenta uma inovação na indústria da moda: um casaco confeccionado a partir de plástico reciclado biologicamente. Diferenciando-se dos tradicionais casacos esportivos, esse novo modelo, uma variação conhecida como parca, destaca-se por sua origem sustentável, utilizando não o poliéster convencional derivado do petróleo, mas sim resíduos provenientes de embalagens e cintas de tecido destinadas a segurar contêineres de carga.


O lançamento ocorreu na COP28 em Dubai, marcando a estreia de uma peça produzida por meio de reciclagem biológica, um processo revolucionário em que enzimas decompõem resíduos plásticos. Desenvolvida em parceria com a Protein Evolution, empresa especializada em reciclagem biológica, a parca é uma prova de conceito para essa inovadora tecnologia.


Enquanto a maioria dos resíduos têxteis não passa por reciclagem, a Protein Evolution destaca que sua abordagem biológica mantém a qualidade do material. Diferentemente da reciclagem mecânica, que reduz a qualidade do material plástico, a reciclagem biológica possibilita o reaproveitamento dos tecidos de poliéster sem enfraquecer as fibras ou necessidade de adição de material virgem.


O processo Biopure da Protein Evolution utiliza enzimas projetadas por inteligência artificial para decompor plásticos em monômeros, que são transformados em chips de PET. Esses chips, idênticos aos de poliéster virgem, podem ser utilizados nos sistemas de fabricação existentes, representando um avanço significativo.


Enquanto a reciclagem química demanda alta energia, temperaturas elevadas e pressões imensas, gerando emissões e produtos químicos tóxicos, a abordagem da Protein Evolution é mais eficiente, requerendo menos energia e emitindo menos CO2. A empresa afirma que seu processo emite cerca de 70% menos CO2 em comparação com o poliéster virgem.

O Collab SOS de Stella McCartney, um fundo de venture capital climático, liderou a rodada de financiamento de US$ 20 milhões da Protein Evolution em 2022. A estilista, comprometida com a sustentabilidade, explorou materiais inovadores, como couro de cogumelos, em seus projetos anteriores.


A parceria entre Stella McCartney e Protein Evolution envolveu extensa pesquisa e desenvolvimento, utilizando tecidos não vendidos de coleções anteriores para testar e comprovar o processo de reciclagem biológica. O casaco final foi elaborado a partir de resíduos de embalagens e cintas de poliéster, aproveitando os abundantes resíduos industriais dessas cintas.


"Essas cintas são realmente difíceis de decompor. Elas chegam a ter vários centímetros de espessura, e triturá-las pode ser bastante difícil. O processo de reciclagem mecânica basicamente as trituraria em fibras que não poderiam ser usadas novamente. É um material que não teria sobrevida", explica Connor Lynn, cofundador e diretor de negócios da Protein Evolution.


A parca, exibida na COP28, ao lado de um reator Protein Evolution em escala reduzida, serve como demonstração do processo de reciclagem biológica. Embora McCartney não revele seus planos futuros para roupas de poliéster reciclado biologicamente, ela expressa a esperança de que outras marcas enxerguem essa inovação como uma oportunidade para adotar práticas mais circulares.


O próximo passo para a Protein Evolution é a construção de uma instalação de demonstração da técnica, prevista para iniciar em 2024, com capacidade para reciclar mil toneladas de resíduos plásticos por ano.



Fonte: Assessoria Pampack com informações de Fast Company

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