Cientistas desenvolvem enzima que decompõe plástico em horas

Engenheiros e cientistas da Universidade do Texas desenvolveram uma variante de uma enzima que decompõe garrafas de plástico rapidamente. Com esta substância, a degradação do material acontece dentro de horas ou de poucos dias.


Foto de Sarah Chai no Pexels

Os cientistas da Escola de Engenharia Cockrell e da Escola de Ciências Naturais, empregando modelos de aprendizado de máquina, criaram novas mutações em uma enzima natural, chamada PETase, que permite que as bactérias degradem o plástico PET.


O modelo técnico prevê quais mutações nessas enzimas atingirão o objetivo de despolimerizar rapidamente resíduos plásticos pós consumo em baixas temperaturas. Nesse contexto, o clima é importante para uma operação eficiente, portátil e acessível em escala industrial.


Mesmo durante os testes, as enzimas foram capazes de completar um ciclo completo, "quebrando" o plástico em pedaços menores (despolimerização) e depois ligando-o quimicamente (repolimerização).


No estudo, foram utilizadas 51 embalagens plásticas pós consumo diferentes, cinco tecidos e fibras de poliéster diferentes e garrafas de água, sendo todos os itens feitos de PET. A eficácia da enzima foi comprovada pelos pesquisadores, que a chamaram de FAST-PETase (Funcionalidade, Atividade, Estabilidade e Tolerância).


O estudo se concentrou na decomposição do PET (polietileno tereftalato), pois é um polímero que responde por 12% de todos os resíduos no mundo. O PET é encontrado em embalagens de biscoitos, garrafas de refrigerantes, embalagens de frutas e saladas e algumas fibras e tecidos. Em outras palavras, na maioria dos pacotes de consumo.


Impulso para a reciclagem


A velocidade com que essa enzima decompõe o plástico pode ajudar a aumentar a reciclagem em grande escala no futuro, possibilitando que a atividade das indústrias reduza seu impacto ambiental, reciclando e reutilizando plásticos em nível molecular. Isso ajudará bastante a eliminar os bilhões de toneladas de resíduos plásticos que se acumulam em aterros sanitários e oceanos.


Hal Alper, professor do Departamento de Engenharia Química McKetta da Universidade do Texas, destacou que “as possibilidades são infinitas, em todos os setores, para alavancar esse processo de reciclagem de ponta ", disse.


Conforme Halper, além do segmento de gerenciamento de resíduos, a descoberta oferece às empresas de todos os setores a oportunidade de liderar a reciclagem de produtos. Com esses métodos enzimáticos mais sustentáveis, podemos começar a imaginar uma verdadeira economia circular do plástico."


Fonte: Pampack Embalagens, com informações Ciclo Vivo.


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