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Do litoral à cidade, moda praia ganha espaço no cotidiano urbano


Imagem: Canva
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Durante décadas, a moda praia foi associada a um uso limitado, restrita quase exclusivamente à areia e ao mar. No máximo, permitia um deslocamento rápido até o quiosque mais próximo. Esse cenário, no entanto, mudou de forma consistente. Em 2026, a moda praia assume um novo papel no guarda-roupa e passa a integrar o cotidiano urbano, aparecendo em almoços, viagens, eventos informais e diferentes contextos da cidade onde antes não tinha espaço.


Essa transformação vai além da estética. Ela reflete um comportamento mais fluido, impulsionado por verões mais longos, rotinas menos rígidas e pela valorização do conforto aliado ao estilo. Peças antes vistas apenas como funcionais passam a incorporar acabamento, intenção visual e identidade. O biquíni, por exemplo, deixa de ser um elemento final e passa a funcionar como base para composições completas, adaptáveis a diferentes momentos do dia.


A moda praia contemporânea se constrói a partir de peças versáteis. Biquínis e maiôs com modelagem estruturada dividem espaço com saídas de praia que assumem corte de vestido ou camisa longa, além de vestidos leves em tecidos naturais. Saias pareô, envelope ou midi fluidas, camisas amplas usadas abertas ou com amarração, shorts de alfaiataria leve e calças amplas em linho ou viscose completam produções pensadas para transitar entre o litoral e a cidade com naturalidade.


Esse novo modo de vestir acompanha uma mudança na relação com o corpo e com o tempo. A troca constante de roupa ao longo do dia perde força. A mesma base se adapta a diferentes situações com pequenos ajustes. Uma saída de praia pode funcionar como vestido, um maiô assume o papel de body e uma camisa de linho resolve o deslocamento entre praia, almoço e passeio urbano. A lógica é de praticidade inteligente, sem abrir mão da estética.


Outro elemento central desse movimento é o styling. Mais do que a peça isolada, importa a forma como ela se encaixa em uma narrativa visual. Amarrações, sobreposições e jogos de proporção ganham protagonismo. Assim, a moda praia passa a dialogar diretamente com a moda urbana, incorporando referências de alfaiataria, minimalismo e do resort wear internacional.


Os acessórios também ajudam a definir o visual do verão. Chapéus de palha de aba média ou larga, lenços e bandanas usados no cabelo ou no pescoço, bolsas artesanais em fibra natural ou crochê, sandálias rasteiras, slides, espadrilles e óculos de design retrô ou minimalista aparecem como complementos frequentes nas produções.


No campo das cores, a preferência recai sobre tons de areia, off white e bege, além de marrons quentes, caramelo, verde oliva, verde musgo, azul profundo, azul lavado, vermelho queimado e terracota. A escolha dessas paletas acompanha a busca por uma sofisticação mais natural. Em vez do excesso de estampas, ganham espaço cores que valorizam o bronzeado, funcionam bem sob o sol forte e dialogam com materiais orgânicos. Quando surgem estampas, elas tendem a ser mais gráficas, localizadas ou inspiradas em elementos naturais, fugindo do tropical caricato.


Outro movimento relevante é o aumento da atenção à origem e à durabilidade das peças. A moda praia deixa de ser vista como descartável. Tecidos com proteção solar, maior resistência ao cloro e secagem rápida se tornam mais valorizados, assim como marcas que comunicam processos produtivos mais responsáveis. O consumidor passa a priorizar peças que atravessam mais de uma estação e funcionam em múltiplos contextos.


Ao final, a mudança se consolida de forma clara. A moda praia deixa de ser figurino exclusivo de férias e se afirma como uma linguagem do verão. Trata-se de um modo de vestir que acompanha o ritmo do dia, respeita o corpo, simplifica escolhas e traduz um estilo de vida mais leve, prático e conectado ao presente.



Fonte: Itatiaia

 
 
 

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